O Halloween não tem nada a ver com isto.
Ou melhor… tem.
Porque existe um tipo de fantasma muito mais perigoso do que aqueles que vemos nos filmes:
os erros de tradução que continuam a assombrar as marcas durante anos.
Custaram milhões. Fizeram tremer grandes grupos internacionais.
E nenhuma empresa está totalmente a salvo.
Aqui fica a autópsia dos piores “monstros linguísticos” da história moderna — e, sobretudo, o que nos ensinam.
Quando a KFC diz aos seus clientes: “Come os teus dedos.” 🍗😱
Este é, provavelmente, um dos erros de tradução mais famosos da história.
O icónico slogan da KFC — “Finger lickin’ good” — foi lançado na China com uma tradução aproximada:
“Come os teus dedos.”
O desconforto foi enorme: uma cadeia de restauração a sugerir automutilação…
Os consumidores chineses riram-se primeiro, mas depois acharam que a marca não percebia nada da sua cultura.
Moral da história: compreender um mercado é, antes de mais, compreender as suas palavras.

Coca-Cola e o caso do “girino de cera” 🐸💀
Quando a Coca-Cola entrou na China, queria apenas encontrar uma transliteração.
O problema: antes de a empresa escolher os caracteres certos, comerciantes locais improvisaram.
Resultado: Ke-Kou-Ke-La, que podia significar, dependendo da província:
“morder o girino de cera” ou “égua recheada de cera”.
Nada de “refrescante”, pois não?
A multinacional teve de começar do zero, rebranding, reimpressão, reexplicação.
Foi um autêntico buraco financeiro.
Lição: uma marca mal traduzida pode destruir a confiança antes mesmo de existir.
Porque é que uma simples abóbora pode arruinar a sua campanha 🎃🌍
Pensa-se sempre que as “palavrinhas” não têm risco.
Puro engano.
« Abóbora » traduz-se por “pumpkin”, sim.
Mas no mundo anglo-saxónico, squash é um termo genérico para vários tipos de curcubitáceas.
Em alemão, “Kürbis” significa abóbora… mas também é um apelido.
E em Espanha, “calabaza” significa abóbora e um fora amoroso (“levar uma calabaza”).
Imagine uma campanha de Halloween mal localizada:
Queria falar de um legume, e acabou por anunciar que o seu produto ia “dar uma tampa aos clientes”.
Uma tradução literal pode ser suficiente para matar uma campanha.
Os erros de tradução não são acidentes… mas falhas de sistema 🧠
Todas estas catástrofes têm algo em comum:
alguém achou que uma tradução literal era “suficiente”.
A verdade?
Não se traduzem apenas palavras, mas sim intenções, associações culturais, subentendidos, emoções.
Traduz-se um mundo para outro.
É precisamente aí que a máquina falha — e o humano brilha.
De facto, uma tradução automática pode ser “correta”, mas nunca “inteligente”.
O que faz a Alpis: exorcizar as palavras antes que se tornem pesadelos 🎯
Na Alpis Traduction & Interprétation, vemos estes casos todas as semanas.
Empresas convencidas de que “o Google Tradutor serve perfeitamente”.
Empreendedores que descobrem que o seu slogan não significa nada do que pensavam.
Sociedades internacionais que acham que comunicam bem… mas falam ao lado.
Analisamos, adaptamos, localizamos.
Evitamos o ridículo, evitamos processos judiciais, evitamos más publicidades.
Exorcizamos as suas palavras antes que se virem contra si.
Porque, nos negócios como na vida, nunca é o fantasma que se deve temer.
É a má tradução.
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